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Quando Ler e Escrever é Difícil: Compreender os Processos Cognitivos turma A (25-26)

Apresentação

Inúmeros estudos têm revelado que ao iniciar o ensino formal, a criança já transporta consigo um manancial de conhecimentos, competências e conceções sobre a leitura e escrita. Aprendemos espontaneamente muitas e importantes coisas acerca do mundo e da vida, em convívio com os que nos são mais próximos e nos contextos de vida quotidiana. A competência da escrita, porém, apenas se aprende apoiada na intencionalidade e pelo saber de quem ensina na Escola. É esta a instituição da escrita. Acontece, porém, que se continuam a revelar níveis preocupantes de insucesso no domínio da linguagem escrita como provam os estudos para apuramento dos níveis de literacia. Parece evidente a necessidade de conjugar esforços para intervir e melhorar o ensino e a aprendizagem da linguagem escrita nos jardins de infância e nos primeiros anos de educação básica. Numa perspetiva crítica, o papel da escola tem-se preocupado apenas com o aspeto técnico (gráfico) ignorando que “por detrás das letras há uma linguagem escrita” (Vigotsky, 1988), Teberosky em “Aprendiendo a Escribir” (1992) partem precisamente da distinção entre o domínio da notação gráfica a que chamam escritura e o domínio da produção de textos, a que chamam linguagem escrita. Isso permite-lhes considerar que as crianças, antes de aprenderem a ler e a escrever na escola, já construiram conceções precoces que importa considerar no início do ensino formal.

Destinatários

Professores dos grupos 110 e 910

Releva

Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos grupos 110 e 910. Mais se certifica que, para os efeitos previstos no artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos grupos 110 e 910.

Objetivos

1.Capacitar educadores e professores para compreenderem os processos envolvidos na alfabetização e desenvolverem estratégias eficazes de ensino; 2. Promover a compreensão dos processos de aquisição da leitura e da escrita, promovendo e aplicação de práticas pedagógicas fundamentadas, inclusivas e eficazes no processo de alfabetização; 3. Compreender os fundamentos teóricos sobre a aprendizagem da leitura e da escrita, incluindo as principais teorias da alfabetização (como as de Emília Ferreiro, Vygotsky, Piaget, entre outros); 4. Analisar e refletir sobre práticas pedagógicas eficazes, com base em evidências e experiências de ensino da leitura e da escrita, antecipando dificuldades; 5. Desenvolver e aplicar atividades didáticas que favoreçam o avanço dos alunos nos diferentes níveis da aquisição da leitura e escrita; 6. Promover a alfabetização em contextos inclusivos, respeitando o ritmo, a diversidade cultural, social e linguística dos alunos.

Conteúdos

a.Conhecer e sensibilizar educadores e professores para as representações das crianças acerca da linguagem escrita, antes de saber ler e escrever; b.Conceções precoces sobre a linguagem escrita; c.Relação entre a linguagem oral e escrita; d.Sistema alfabético de escrita; e.Contextos, estratégias e atividades potencializadoras da aprendizagem da linguagem escrita; f.Aprendizagem significativa e funcional da linguagem escrita; g.Reconhecer as competências fonológicas básicas necessárias à aprendizagem da leitura e escrita; h.Diferentes metodologias para o ensino da leitura e escrita; i.O ensino da leitura e da escrita: fundamentos psicopedagógicos.

Metodologias

Desenvolver-se-á em e-learning, com 25 horas(13h síncronas e 12h assíncronas), recorrendo à plataforma da escola ou do centro de formação e a ferramentas de videoconferência. Assumirá uma forte componente prática e formativa, centrada nas práticas reais de sala de aula e nas necessidades concretas dos docentes. Ao longo da formação, os formandos serão desafiados a planificar, implementar e experimentar, em contexto educativo, as estratégias e atividades propostas, promovendo a articulação entre teoria e prática. Estas experiências serão posteriormente objeto de partilha, análise e reflexão crítica conjunta, incentivando o trabalho colaborativo e a construção partilhada do conhecimento. Serão utilizadas diversas ferramentas e estratégias digitais para apoiar a monitorização, análise e melhoria das práticas pedagógicas. Será ainda criada uma plataforma digital (Padlet), onde serão disponibilizados recursos, fundamentação teórica e propostas de trabalho, bem como as produções

Avaliação

Para que o trabalho possa ser avaliado, os formandos terão de cumprir, como assiduidade, um mínimo de dois terços do tempo previsto para as sessões presenciais, não sendo, no entanto, considerada como parâmetro da avaliação. A avaliação assume uma natureza contínua, formativa e contextualizada, configurando-se como um processo de monitorização sistemática das aprendizagens ao longo da formação. Não se restringe a momentos pontuais, incidindo nos trabalhos de natureza prática que os formandos irão desenver. Segundo o Estatuto da Carreira Docente deve aplicar-se a seguinte escala, na conversão da avaliação quantitativa (de 1 a 10 pontos) para a avaliação qualitativa de 5 níveis (entre Insuficiente e Excelente): • Insuficiente: 1 a 4, 9 pontos • Regular: 5 a 6,4 pontos • Bom: 6,5 a 7,9 pontos • Muito Bom: 8 a 8,9 pontos • Excelente: 9 a 10 pontos • A formação tem carácter presencial síncrono e supõe a frequência obrigatória em dois terços do número de horas de duração da ação.

Bibliografia

Carvalho, Anabela da Cruz, (2023). A Aprendizagem da Leitura, processos cognitivos-avaliação e intervençãoFilomena Elaine Paiva Assolini. (2024).Professores, Leitura E EscritaBATISTA, Antônio Augusto Gomes. (2012). Alfabetização, leitura e ensino de Português: desafios e perspectivas curriculares. Revista Contemporânea de Educação - Faculdade de Educação v. 6, n. 12, 2011. Disponível em: http://www.revistacontemporanea.fe.ufrj.br/index.php/contemporanea/articl e/view/1400 Acesso em jul, 2012Direção Geral de Educação (DGE). Aprendizagem da Leitura e da EscritaRodrigues, S.V. (2011). O ensino da escrita como projeto Interdisciplinar. In Isabel Margarida Duarte& Olívia Figueiredo (org.) , Português, Língua em Ensino. Porto: Reitoria da Universidade do Porto. Pp.107-120. ISBN 978-989-8265-72-2

Formador

Ana Cristina Amaral Pedra Massano

Preço sócio: 47.00€
Preço não sócio: 80.00€
Início: 2026-09-22
Fim: 2026-10-27
Acreditação: CCPFC/ACC-140376/26
Modalidade: Curso
Pessoal: Docente
Regime: e-learning
Duração: 25 h
Local: Zoom e Moodle

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